Eu ando de um lado pro outro, vou e volto.Olho pro teto e pro chão. Pulo algumas lajotas; brinco de conta-las; olho pela janela, escuto os pássaros; vejo a construção. Penso nas nuvens, no sol, na novela da noite e em qualquer coisa que seja leve e superficial, qualquer coisa banal.
As vezes quando o coração aperta mordo os lábios e fecho os olhos -sei que esse é o primeiro sinal de que a represa vai arrebentar - mas seguro, respiro fundo,olho pro céu, risco o papel, empilho algumas folhas, e faço qualquer coisa que distraia, qualquer coisa que não me leve novamente pra dentro de mim.